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Abrir empresa em Dubai – Dubai vale a pena?

  • Foto do escritor: Editor Câmara de Comércio Latino-Americana
    Editor Câmara de Comércio Latino-Americana
  • há 18 horas
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 3 horas


Dubai: O Porto Seguro do Capital Brasileiro no Oriente Médio – Dubai vale a pena?


A internacionalização de empresas brasileiras deixou de ser uma alternativa de crescimento para se tornar uma estratégia de sobrevivência e proteção de patrimônio. Em 2025, Dubai consolidou-se como o destino preferencial para o empresariado nacional, superando hubs tradicionais como Miami ou Portugal. O motivo? Uma combinação rara de estabilidade cambial, agressividade fiscal e segurança jurídica.



1. O Ecossistema de Negócios: Mainland vs. Free Zones – abrir empresa em Dubai


O primeiro passo para o empresário brasileiro é entender a arquitetura societária dos Emirados Árabes Unidos (EAU). A escolha entre Mainland e Free Zone define o alcance da sua operação.


  • Free Zones (Zonas Livres): São zonas geográficas com regulamentações próprias. São ideais para empresas de tecnologia, consultoria e comércio internacional.

    • Vantagem: 100% de propriedade estrangeira e isenção total de impostos de importação/exportação dentro da zona.

    • Limitação: Para vender serviços ou produtos diretamente no mercado interno de Dubai, você precisará de um distribuidor ou agente local.


  • Mainland (Território Local): É a empresa registrada no Departamento de Economia e Turismo (DET).

    • Vantagem: Permite licitar em contratos governamentais e operar em qualquer lugar dos EAU sem restrições.

    • Contexto Atual: Desde as reformas recentes, em muitos setores já é possível ter 100% de propriedade estrangeira também no Mainland, eliminando a antiga necessidade de um sócio local (Sponsor).


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2. Eficiência Tributária e Repatriação de Capital

Para o investidor que lida com a complexidade do sistema brasileiro, o regime de Dubai é um respiro operacional.

  • Imposto Corporativo: Introduzido recentemente, a alíquota de 9% incide apenas sobre lucros que excedam AED 375.000 (aprox. USD 100.000). Muitas empresas em Free Zones que não fazem negócios com o Mainland ainda podem se beneficiar da alíquota de 0%.

  • Pessoa Física: Não existe imposto de renda sobre salários ou dividendos para indivíduos.

  • Estabilidade Monetária: O Dirham (AED) possui um peg (lastro) fixo com o Dólar Americano ($1 = AED 3,67$). Para o empresário brasileiro, isso significa eliminar o risco cambial na proteção de lucros.



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3. O “Pulo do Gato”: Golden Visa e Networking

O governo de Dubai não busca apenas capital, mas talento e permanência. O Golden Visa (residência de 10 anos) é concedido a investidores e profissionais altamente qualificados, permitindo que o empresário estabeleça sua família com segurança total e acesso a um sistema de saúde e educação de classe mundial.

No mundo árabe, o relacionamento precede o contrato. O conceito de Majlis (assembleia/conselho) ainda impera: negócios são fechados após a construção de confiança. Estar fisicamente em Dubai e frequentar os hubs de networking é o que separa o sucesso do fracasso.


4. Alertas Importantes: O que ninguém te conta

Apesar das vantagens, a internacionalização exige cautela em dois pontos críticos:

  1. Custo de Operação: Abrir a empresa é rápido, mas manter os custos de licenciamento anual, vistos de funcionários e aluguel comercial (obrigatório para substância econômica) exige um fluxo de caixa robusto.

  2. Compliance Fiscal no Brasil: Ter uma empresa em Dubai não desobriga o empresário de suas responsabilidades com a Receita Federal brasileira, a menos que seja feita a Declaração de Saída Definitiva do País (DSDP). Caso contrário, os lucros globais podem ser tributados no Brasil.



O Roadmap de 90 Dias


Para quem deseja iniciar o processo agora, o caminho ideal envolve:

  1. Mapeamento de Jurisdição: Definir a Free Zone que melhor se adapta ao seu nicho (ex: DMCC para commodities, DIFC para finanças).

  2. Abertura de Conta Bancária: Este é o processo mais burocrático devido às normas internacionais de KYC (Know Your Customer). Tenha toda a documentação de origem de fundos pronta.

  3. Presença Física: Dubai valoriza a “substância econômica”. Tenha um escritório real e não apenas um endereço virtual.

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